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Mostrando postagens de Julho, 2008

Atrás de uma borboleta azul, por Marina Silva

Marina Silva é professora secundária de História e senadora pelo PT do Acre. Sim, estamos falando da ex-ministra do Meio Ambiente. Seu artigo abaixo é uma delícia, e pode ser ponto-de-partida para falar sobre a floresta na sala de aula, para a garotada que não faz idéia do que a Amazônia representa para quem a conhece.

A foto é da Ilha do Marajó, no Pará. Leia reportagem que fiz sobre essa região para a revista Bons Fluídos, em 2006.

"Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo.

Vivi no seringal Bagaço, no Acre, até os 16 a…

Desenhos animados ajudam a trabalhar a educação ambiental

Educomunicação é também fazer a leitura crítica da mídia. E tirar dela reflexões para o dia-a-dia, construindo e aumentando o repertório, também, nos eixos temáticos da educação ambiental. A excelente reportagem Faz-de-Conta de Verdade, publicada na revista Página 22, convida a pensar sobre a abordagem ambiental dos desenhos animados, do clássico Bambi a Bee Movie (a abelha inteligente da foto).

Entre os entrevistados da matéria, uma professora da Eastern Illinois University, Robin Murray, as temáticas ligadas à natureza que aparecem em diversos desenhos são, claro, reflexo de nossa cultura atual, onde a problemática ambiental não sai da mídia. Se passam mensagens positivas e fazem efeito sobre a audiência – a garotada e os adultos, que às vezes gostam mais dos desenhos do que as próprias crianças – há controvérsias. Mas muitos educadores acham positivo provocar uma discussão sobre meio ambiente, especialmente com os pequenos, a partir da audição de um desenho animado na escola.

Como o…

Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba: olhar sobre as águas

Dividindo as cidades de São Sebastião e Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo, o rio Juqueriquerê faz parte das ações de educação ambiental da ong Supereco e é mais um dos rios brasileiros que precisam ser tratados com mais carinho e respeito. As fotos são minhas e da pequena Mirellen da Silva Souza, 11 anos, moradora do bairro Porto Novo, na região do Juqueriquerê.

Com vocês, o RAP da Tainha

Para terminar a “cobertura” da Festa da Tainha, aí vai um rap criado pela estudante Mirellen da Silva Souza (na foto), 11 anos, moradora do bairro de Porto Novo, em Caraguatatuba:



TUM-TA

TUM-TUM-TA

TUM-TA

TUM-TUM-TA



CUIDADO COM A TAINHA

ELA É PERIGOSA

MAS NA HORA DE COMER

ELA É GOSTOSA



EU SOU A BIA

E VOU TE FALAR

PRESERVE O RIO

E O MAR



EU SOU A MI

E É BOM SE LIGAR

PRA COMER TAINHA

TEM QUE PESCAR



E PRA PESCAR

TEM QUE PRESERVAR



TUM-TA

TUM-TUM-TA

TUM-TA

TUM-TUM-TA

Artesão entrevista apaixonado pelo rio: são moradores da mesma comunidade em Caraguá

Ailton Dias de Menezes, artesão, mora no bairro do Porto Novo, em Caraguatatuba, há cinco anos. Durante o evento Ecoadventur, ele entrevistou Pedro Paes Sobrinho (na foto), 72 anos, um dos moradores mais antigos do rio Juqueriquerê e presidente da Acaju – Associação Caiçara Juqueriquerê, que trabalha pela preervação ambiental do rio.

Seu Pedro conhece o rio como ninguém e organiza mutirões de limpeza para recolher quilos e quilos de sujeira que ajudam a poluir suas águas. Seu sonho é conseguir um barco exclusivo para esses mutirões, e também para ficar de olho em quem pratica atividades ilegais como o desmatamento nas margens.

“Eu já me 'enganchei' na luta dele, participo de reuniões da Supereco quando eu posso e dou todo o meu apoio ao seu Pedro. Sempre quando vou a praia levo sacolinhas para recolher o lixo e espero que as pessoas façam o mesmo”, comentou Ailton, após o curto papo com o caiçara.

Acompanhe:

Como era o rio antes do que aconteceu com ele hoje?
Antigamente esse rio,…

Mirellen, 11 anos: repórter-mirim na cobertura da Festa da Tainha (Caraguatatuba, litoral Norte de SP)

O que uma festa tem a ver com meio ambiente e cultura? É o que a repórter mirim Mirellen da Silva Souza, 11 anos (na foto, de gravador em punho), foi entender durante a realização da Festa da Tainha, em Caraguatatuba.

Entrevistando os organizadores e participantes do evento – de artesãos às cozinheiras das barracas especializadas no pescado – Mirellen descobriu, entre tantas outras coisas, que a festa surgiu na beira do rio Juqueriquerê para que os pescadores pudessem valorizar a tainha fazendo pratos como peixe assado, durante alguns dias de julho, época em que é pescada.

E descendo o rio de barco pela primeira vez, até o encontro do rio com o mar, Mirellen entendeu porque é preciso preservar o rio. Apesar de desmatado e poluído em diversos trechos, o Juqueriquerê tem grandes áreas de manguezais preservados. É onde peixes como a tainha encontram abrigo para desovar e viver um período de suas festas. Sem rio limpo e sem mangue, observou a menina, não tem tainha, e nem festa...

Acompanhe…

Direto do Ecoadventur, em Caraguatatuba (SP)

O Ecoadventur é um evento que mistura feira de artesanato, esportes de aventura e educação ambiental e está sendo realizado em Caraguatatuba. A Supereco é uma ong que atua com educação ambiental e programas de geração de renda no mesmo município – especialmente o projeto Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar... Ciclos Contínuos, e está com um estande no evento. E Laura, a menina da foto, o que tem a ver com tudo isso?

Laura Amaral Silva, 14 anos, veio para o Ecoadventure com a mãe, artesã que está expondo seus trabalhos na feira. E gosta muito de escrever. Para saber um pouso sobre o que os visitantes e participantes estão achando do evento, ela entrevistou pessoas e escreveu um texto para o Educom Verde. Achei bacana incluir o que ela escreveu sobre si mesma antes de colocar o que conversou com as pessoas.

Num, digamos, “exercício de educomunicação”, faz parte a liberdade de expressão que não existe nos veículos de mídia convencional. “Não quero ser jornalista quando crescer, q…

Cobertura educomunicativa em parceria com a ong Supereco

Aguardem: a partir de hoje (11 de junho) a domingo (13), o Educom Verde vai promover uma ação educomunicativa em Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo. Junto dos voluntários da ong Supereco, vamos fazer a cobertura de dois eventos que estão agitando a cidade. O Ecoadventur - uma feira com espaço para esportes de aventura, de paredes de escalada a tirolesa - a tradicional Festa da Tainha, vamos apresentar um pouco dos olhares da comunidade caiçara sobre esses eventos~e sobre a sua própria cidade.

A ong Supereco atua em Caraguá no projeto Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar... Ciclos Contínuos, promovendo atividades de educação ambiental. A ong mantém estandes nos dois eventos e também vai cobri-los no blog Supereco.

Aguardem!

Direito à comunicação, base da educação ambiental

Do Tratado de Educação Ambiental Para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global:

"A educação ambiental requer a democratização dos meios de comunicação e seu comprometimento com os interesses de todos os setores da sociedade. A comunicação é um direito inalienável e os meios de comunicação de massa devem ser transformados em um canal privilegiado de educação, não somente disseminando informações em bases igualitárias, mas também promovendo intercâmbio de experiências, métodos e valores."

Palavras inspiradoras para educadores. E desafiadoras para os jornalistas...

Educação ambiental é um ato político. Feliz ou infelizmente

Você anda desacreditado que a política pode dar certo? Eu também andava, até conhecer a equipe do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/MMA). Conheci pouco, mas o suficiente para perceber que eles estão escrevendo a história da educação ambiental no Brasil em sua instância mais difícil - mas necessária, que é a política...

E eles trabalham, viu? Conseguiram implantar mais de 400 salas verdes - que são espécies de "pontos de cultura sócioambiental", com bibliotecas, computadores e atividades direcionadas para a educação ambiental. Construíram 150 grupos denominados Coletivos Educadores, que reúnem instituições e pessoas em constante processo de formação na área. E alavancaram o uso da educomunicação com foco socioambiental - embora ainda não tenham divulgado o documento da Política de Educomunicação atualizado, fizeram muito em reconhecer a educomunicação também como política...

E ainda avançaram na máquina burocrática do governo, mesmo fazendo…