11/19/2009

Depressão, meio ambiente e sociedade: tudo a ver!

A notinha saiu na revista Mente e Cérebro. Assunto interessante para trazer aos projetos de educação ambiental e educomunicação, pois afeta a saúde mental e espiritual das pessoas. E ecologia é cuidar de si também, não acham?

"Nos próximos 20 anos, a depressão deverá afetar mais pessoas que qualquer outro problema de saúde, inclusive as doenças cardiovasculares e o câncer. A estimativa é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade alerta também para os custos econômicos e sociais e para a diminuição da produtividade resultantes dos gastos com tratamento. Países pobres, onde já se registram mais casos de depressão que os desenvolvidos, serão os mais afetados nas próximas décadas.

“A patologia tem diversas causas, algumas biológicas, mas parte delas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais stress no dia a dia que as ricas, e não é surpreendente que tenham mais depressão”, disse o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, na primeira Cúpula Global de Saúde Mental, em Atenas, na Grécia.

Segundo ele, não devemos considerar que haja uma epidemia silenciosa, porque a depressão vem sendo cada vez mais diagnosticada. “Mas as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e tratadas como em qualquer outro distúrbio, e é preciso mudar a mentalidade em relação à doença”, ressalta o médico."

11/17/2009

USP lança licenciatura em educomunicação

Um projeto da Escola de Comunicações e Artes destinado à criação de uma Licenciatura em Educomunicação acaba de ser aprovado pelo Conselho Universitário da Universidade de São Paulo. O curso será oferecido no vestibular de 2.010, e terá início em 2.011.

A Licenciatura destina-se a preparar profissionais para atender demandas provenientes do campo da educação formal (magistério) bem como da prática social que prevê o uso das tecnologias da informação e das linguagens da comunicação das artes em projetos voltados para a comunicação educativa.

O profissional a ser formado encontrará espaço de atuação na docência, especialmente nos cursos profissionalizantes de nível médio voltados para a comunicação e as tecnologias da informação. Terá atuação, ainda, no desenvolvimento de projetos destinados a qualificar a expressão comunicativa da comunidade escolar, fazendo uso das linguagens da comunicação, das artes, assim como das tecnologias da informação, tanto no ensino básico quanto no superior. No caso, o educomunicador agirá como um assessor a serviço das secretarias de comunicação, das diretorias de ensino e das próprias escolas.

A presença do educomunicador já é visível em escolas de redes públicas, bem como em projetos de organizações não governamentais que, na área do terceiro setor, empregam a mídia em programas educativos. O novo curso pretende potencializar as ações destes profissionais, assim como as práticas dos que, nos meios de comunicação, especialmente jornais, emissoras de rádio e de TV, se dedicam à comunicação educativa.


A iniciativa foi precedida, ao longo das últimas duas décadas, por pesquisas de mestrado e doutorado sobre a inter-relação Comunicação/Educação em programas de Pós-Graduação da USP, especialmente na ECA e na Faculdade de Educação. Por sua vez, o conceito da Educomunicação vem sendo aplicado, especialmente na última década, à ação profissional na interface entre os dois campos através de uma série de experiências de formação em serviço, em todo o país, mediante projetos de extensão, tanto presenciais quanto a distância, implementados por docentes e núcleos de pesquisa vinculados ao Departamento de Comunicações e Artes da ECA.

O novo curso, com 2.800 horas e duração de quatro anos, será oferecido no período noturno, a partir de fevereiro de 2011. Uma equipe multidisciplinar de 19 professores doutores, especialistas em teorias, linguagens e gestão da comunicação, educação, teoria e crítica das artes e tecnologias da informação assumirá as disciplinas e a direção do novo programa. De acordo com o Prof. Ismar de Oliveira Soares, Chefe do CCA-USP, a aprovação do novo curso é uma vitória de um esforço coletivo de uma equipe de pesquisadores e docentes da ECA – muitos dos quais aposentados, que identificaram o potencial da ECA para o atendimento das demandas que a sociedade da informação está colocando para o ensino da comunicação e da educação no mundo contemporâneo.

11/02/2009

SP digital. E o resto do Brasil?


Recente comentarista da Rádio CBN fala em pesquisa da Motorola que aponta São Paulo como a cidade com maior estrutura para as tecnologias da informação, em toda a América Latina.

Enquanto isso, aqui na Bahia e em muitos outros estados, com certeza, tartarugas andam mais rápido que os projetos realmente inclusivos, que avançem na inclusão digital, ajudem as pessoas a entender para que serve um e-mail e sirvam para que as escolas (e as comunidades) se apropriem das ferramentas da internet.

São vários mundos dentro de um mesmo país. E quando e como vamos avançar na realidade digital, se não para igualar-se a São Paulo, ao menos entrarmos nesse universo da internet que pode, e deve ajudar a cidadania, a cultura, a educação ambiental?

Tem gente distante do Estado mais desenvolvido do Brasil, que está usando a internet: uma tribo na Amazônia conseguiu fazer parceria com o Google Earth e agora aponta focos de desmatamento na ferramenta. De quebra, conseguiu equipamentos e formação para sua comunidade (leia a reportagem do caderno LINK clicando aqui).

E pensar que o autor dessa idéia, um cacique da tribo suruí, xeretou o Google Earth pela primeira vez numa lan-house, que é onde os milhões de sem-computadores acessam ORKUT, MSN e quase nada mais...

10/27/2009

Leia o jornal comunitário O OITI

Oiti PDF Blog


Agora é a vez das comunidades rurais do entorno do Parque do Descobrimento lançarem o seu jornal comunitário O OITI, para valorizar o que suas comunidades produzem.

O impresso foi lançado durante a I Conferência Municipal de Cultura, em Prado, no extremo Sul da Bahia. Para as comunidades rurais, que normalmente acabam não fazendo parte desses processos, foi uma vitória a participação do grupo.

Ter voz também é o objetivo dos repórteres comunitários locais, que aos poucos estão tentando escrever para os blogs O OITI e Tanara. Não é fácil, pois a maioria não tem computador em casa, infocentros ainda não são realidade em todas as comunidades.

Por outro lado, até quem mora a 1h, 2h horas da cidade, tem conta no MSN e no ORKUT e se vira pra se comunicar em lan-houses. Potencial essa galera tem...

10/23/2009

Repórteres comunitários cobrindo cultura

Moradores de Cumuruxatiba e das comunidades rurais de Primeiro de Abril e Riacho das Ostras, em Prado (BA) estarão participando da II Conferência Territorial de Cultura, no Centro de Cultura de Porto Seguro, dias 22 e 23 de outubro. Eles vão acompanhar o evento e publicar suas impressões em blogs dos jornais comunitários O OITI e TANARA.

O evento reúne grupos culturais do Extremo Sul da Bahia, e tem como objetivo discutir propostas de cultura para o território. Um grupo de oito delegados vai representar Prado, escolhidos durante a Conferência Municipal realizada no dia 17 de outubro.

Parte dos delegados também participa dos jornais comunitários, e o grupo ainda inclui Fernanda Azevedo, moradora de Cumuruxatiba. Ela faz parte do Ser Movimento, que trabalha com música e dança afro. “Espero conversar com os participantes sobre o que significa cultura. Como diria Gilberto Gil, cultura é diversidade, e é isso que eu quero viver”, diz a jovem.

Acompanhe a cobertura nos blogs
www.jornaltanara.blogspot.com e www.ooiti.blogspot.com. A abertura será realizada às 19h, com apresentação da Orquestra de Violinos Indígena, de Santa Cruz Cabrália, e do grupo teatral Kilombolas, de Eunápolis.

10/18/2009

Leia O OITI: um novo jornal comunitário

Oiti PDF Blog


Os comunicadores de três comunidades rurais de Prado (BA) lançaram o jornal comunitário O OITI, durante a primeira Conferência Municipal de Cultura do município.

Vitória tripla para o grupo:

1) Dona Natalice Oliva, agricultora e moradora da Pontinha, respondeu no microfone a uma educadora que reclamou da falta de programação cultural nos veículos de massa: "eu acho que a culpa é nossa. Se a programação está ruim é só desligar a televisão", disse ela.

2) O cineasta e produtor cultural Jaco Galdino, da vizinha Caravelas, avisou: "a mídia tradicional não vai mostrar a nossa cara. Temos que dominar as ferramentas para mostrarmos quem realmente somos".

3) Uma professora, durante um debate para trazer propostas culturais para o município, lembrou da falta de memória e sugeriu o incentivo de produções coletivas com a história do local contada pelos próprios moradores, conduzido por professores. Iniciativa que já foi feita na região, com apoio do MEC - os pataxós ganharam livro escrito e produzido pelos próprios índios dessa etnia (uma pena esse livro não ter sido lançado em PDF).

Cidadania é dar valor a cultura local, e criar mecanismos para se expressar esse valor, como os meios de comunicação comunitários. Pois cultura não é só comprar livros, ir a shows ao cinema. É também difundir o que importa para o seu próprio povo!

10/16/2009

Política de Comunicação e Educação Ambiental -

Saiu no site do ICMBio:

Brasília (15/10/09) - Técnicos do Instituto Chico Mendes estão envolvidos já há algum tempo na discussão de uma Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea) no âmbito no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A participação do ICMBio é fruto de um processo iniciado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2006 para a elaboração da Estratégia envolvendo representantes do MMA, ICMBio, Ibama e Ministério da Educação, de coordenação conjunta do processo por meio de um Grupo de Trabalho (GT).

O GT já organizou diversos momentos presencias de discussão, além de um mapeamento e diagnóstico sobre as ações de comunicação e educação ambiental em UCs, para subsidiar a elaboração do documento preliminar da estratégia.

A proposta da Encea, após contribuições da sociedade, é de se tornar documento orientador a ser utilizado por todos os atores e instituições envolvidos com o planejamento e execução de ações de comunicação e educação ambiental em Unidades de Conservação e seu entorno. Tal política pública é um primeiro passo para a elaboração de documentos e de outras políticas que abranjam a diversidade de áreas destinadas à conservação ambiental e à ocupação por minorias étnicas.

E a comunicação e educação ambiental são instrumentos indispensáveis para levar à população informações sobre as 304 Unidades de Conservação e 15 Centros de Pesquisa e Conservação geridos pelo ICMBio, bem como sobre como está a conservação da biodiversidade existente nessas áreas. A partir disso será possível garantir a participação das comunidades residentes em UCs e seu entorno nos processos de criação, implementação e gestão desses espaços.

O Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP/ Decreto nº 5758/06) define princípios, objetivos, diretrizes e estratégias para o estabelecimento, até 2015, de um sistema abrangente de áreas protegidas, ecologicamente representativo e efetivamente manejado, e indica como um de seus objetivos o fortalecimento da comunicação, da educação e a sensibilização pública para participação e controle social sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Para tanto, o plano prevê a formulação de uma Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea) no âmbito do SNUC que dê suporte e oriente essa caminhada, considerando os distintos sujeitos e seus contextos.

A Encea é uma estratégia com princípios, diretrizes, objetivos e propostas de ações necessárias à execução de políticas públicas, programas e atividades de educação ambiental e comunicação voltadas ao (re)conhecimento, valorização, criação, implementação, gestão e defesa das Unidades de Conservação, por todos e para todos. Acesse o documento, no link abaixo.

Após consulta e debate públicos, a estratégia deverá ser aprimorada e pactuada com toda a sociedade brasileira. Os gestores de UCs que ainda não responderam ao questionário da Encea, na página 61 do documento, devem preenchê-lo e enviá-lo para
encea@mma.gov.br.

Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Mapeamento e Diagnóstico das Ações de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do SNUC

Novo jornal comunitário: O Oiti

Um grupo de moradores das comunidades de Pontinha, Riacho das Ostras e Primeiro de Abril, em Prado (BA), vai lançar, no dia 17 de outubro (sábado), o jornal comunitário O Oiti. O lançamento será durante a Conferência Municipal de Cultura, no hotel Praia do Prado, às 12h30.

Os participantes do jornal produziram textos e fotos sobre temas que têm a ver com seu universo. Agricultura orgânica, receitas, história das comunidades e o beiju, uma iguaria produzida na Pontinha, fazem a pauta do primeiro número.

“Nosso objetivo é mostrar as informações do jeito que elas são, apontar caminhos para a resolução de nossos problemas no dia-a-dia e apresentar as três comunidades com os seus artesãos, agricultores, salgadeiras, costureiras, beijuzeiros, professores”, explicam os comunicadores, no primeiro editorial do jornal.

O jornal O Oiti nasceu a partir de uma iniciativa de educação ambiental do Parque Nacional do Descobrimento e da Reserva Extrativista Marinha de Corumbau, no extremo Sul da Bahia. Comunidades que vivem no entorno dessas duas Unidades de Conservação (UCs) receberam oficinas para desenvolver jornais comunitários.

A estratégia de fazer jornal é uma das ferramentas da educomunicação, que se utiliza de metodologias participativas para que os envolvidos se apropriem de um repertório comum de reflexões sobre mobilização social, cidadania, saúde, cultura, educação ambiental, unidades de conservação e suas relações com a comunidade.

O gancho para o lançamento do jornal com a Conferência Municipal de Cultura é que as mídias comunitárias como O Oiti trazem a tona o que as comunidades têm de mais representativo e que precisa ser valorizado – a culinária, o modo de trabalhar, a memória dos moradores antigos. Cada participante da conferência irá receber um jornal com um beiju produzido na Pontinha.

O Oiti tem tiragem de mil exemplares e será distribuído nas três comunidades rurais e ainda no município de Prado.

Um pouco sobre o Parque do Descobrimento
Criado em 1999, o Parque Nacional do Descobrimento preserva 21.129 hectares de Mata Atlântica e rios importantes para a região, como o Cahy – um dos primeiros locais do Brasil descoberto pela esquadra de Pedro Álvares Cabral. No entorno do parque há assentamentos de reforma agrária, pescadores, e pequenos e médios produtores rurais.