DESOBEDEÇA aos construtores de pirâmides, que são os que erigem organizações hierárquicas de todo tipo para mandar nos outros e obrigá-los a fazer (ou deixar de fazer) coisas contra a sua vontade ou sem o seu consentimento ou assentimento ativo. Desobedecer significa também abrir mão de mandar. Você é capturado pelo jogo perverso da obediência quando quer que as pessoas lhe obedeçam.
Desobedeça, por Augusto de Franco
DESOBEDEÇA aos construtores de pirâmides, que são os que erigem organizações hierárquicas de todo tipo para mandar nos outros e obrigá-los a fazer (ou deixar de fazer) coisas contra a sua vontade ou sem o seu consentimento ou assentimento ativo. Desobedecer significa também abrir mão de mandar. Você é capturado pelo jogo perverso da obediência quando quer que as pessoas lhe obedeçam.
40 horas para virar jornalista
No conteúdo, nada de ética, compromisso com leitores ou com as causas sociais que o comunicador poderia nortear seu trabalho. Apenas coisas do gênero "ganhando dinheiro no ramo de Jornalismo On-Line" e "ferramentas úteis da tecnologia".
Apesar do decreto-lei que derruba a obrigatoriedade do diploma de jornalista já ter mais de seis meses, até hoje me perguntam o que eu, como jornalista, acho disso para a profissão. A última foi semana passada, no Aeroporto de Salvador. O que eu respondo?
Acho ruim quando consideram qualquer pessoa que faz um curso on line de 40 horas, ou que escreve um blog, apta a ser um jornalista profissional. Assim como também não considero jornalista aquele que está no primeiro ou no segundo ano da faculdade e já se acha melhor do que muitos professores. Jornalismo não se aprende de um dia pra noite, não basta apenas pensar que "escrevo bem e pronto", é um exercício diário de reflexão e cuidado.
Demora ser um bom jornalista, assim como demora ser um bom médico ou professor. Não é (só) o diploma que vai fazê-lo melhor, mas a vivência, o dia-a-dia. Mas também não acredito que vivência é suficiente, se o objetivo da mídia em questão, seja blog ou seja jornal, for ganhar dinheiro com anúncios.
Relembrando o relator Gilmar Mendes (relembre a notícia sobre o decreto-lei clicando aqui), não basta ter diploma para evitar notícias mentirosas... é por isso que, na contramão de muitos colegas, não estou preocupada com essa coisa de diploma. Acredito no poder de comunicação das pessoas - por isso tornei-me educomunicadora - e espero sempre ir na contramão do mercado - não pensando que supostamente o jornalismo pode dar dinheiro, como promete o site, mas lembrando que ele pode, e deve, ajudar a sociedade a mudar um pouquinho.
Artigo: o blog e a identidade da escola
Nunca é demais lembrar que o contexto sugerido pelo professor nem sempre é o que se observa em muitas escolas Brasil afora. Salas de informática com educador especializado, atendendo a professores e alunos, não é realidade ainda.
Em várias localidades (caso de Prado, no Extremo Sul da Bahia, onde morei ano passado), os computadores já chegaram e continuam encostados dentro de uma sala improvisada. Ou monitores são jovens "estagiários" que passam o dia jogando cartas, de um lado, e de outro, os professores não fazem a menor idéia do que fazer com essas máquinas - a não ser digitar um texto aqui, outro acolá...
Enfim, aos poucos essa realidade vai mudando, por iniciativa pública, de diversos municípios, parcerias com organizações do terceiro setor etc. Iniciativas heróicas e individuais de alguns professores por aí são louváveis, mas se a informática não for introduzida na educação como uma política pública, e portanto organizada, não vai avançar... boa leitura
O planejamento pedagógico em tempos de educomunicação
Começo de ano é também o começo da jornada pedagógica para milhares depais, alunos e professores. Se de um lado os pais se entregam ao cansativo e dispendioso processo de matrícula, compra de material escolar etc, os professores iniciam o trabalhoso processo deplanejamento pedagógico.
E planejar o trabalho pedagógico é, de todos, o mais significativo momento do processo educacional. Nesse momento, é fundamental ter em mente o papel das Salas de Informática como ambientes tecnológicos de aprendizagem colaborativa; dos computadores em rede, como poderosas ferramentas pedagógicas, e das Tecnologias da Informação e Comunicação-TIC como auxiliares na formação crítica e participativa do sujeito social.
Assim, ao se prepararem para o planejamento, ou para a elaboração doProjeto Político Pedagógico-PPP da escola, a comunidade pedagógica(professores, gestores e técnicos) deve, por dever de ofício, estar atenta para o papel da Informática no processo de construção deconhecimentos.
Nesse cenário, destacamos os Blogues como um dos catalisadores do processo educativo, graças a sua versatilidade e possibilidades multi-inter-transdiciplinares. Mas, ao contrário do que muitos pensam, os blogues não são ferramentas de educação. Os blogues são ferramentas de educomunicação, ou seja, os blogues são formas de educar através de recursos multimidiáticos capazes de integrar a formação escolar, baseada em conteúdos disciplinares, com uma proposta de reflexão e intervenção social a partir da análise, produção e socialização da informação.
Para usar os blogs nessa perspectiva é preciso, antes de tudo, que o educador abandone a práxis tradicional e amplie seus horizontes conceituais e didático-pedagógicos. É necessário desenvolver novas habilidades e competências para empregar as TIC na transmissão de conteúdos de sua disciplina.
Entretanto, durante a formação inicial a Academia não ofereceu formação nessa área, e muitos professores tendem a manifestar uma certa resistência à essa ferramenta. E à mudança comportamental que ela exige...
Talvez por isso muitos professores considerem o planejamento pedagógico como uma obrigação anual onde devem, apenas, preencher um documento exigido pela direção da escola. E em muitos casos ele é uma cópia do anterior.
Todo planejamento é um trabalho de reflexão e de elaboração de ações para resolver as dificuldades enfrentadas ou vindouras. Mas, ao voltar as costas para o potencial educomunicativo da Internet e das ferramentas virtuais de interação e criação de comunidades, como blogues, podcasts (rádio digital), Twitter, facebooks, por exemplo, o planejamento pedagógico da escola não somente mostra-se acrônico, defasado e deficitário de recursos, como também surdo e cego aos gritos e sinais da modernidade.
Esse planejamento não atenderá ao sobjetivos da escola, não satisfará os alunos e nem contemplará as necessidades da sociedade do século XXI.

Serão selecionadas as produções educomunicativas, com resolução suficiente para exibição em telão e dentro da temática socioambiental. Não haverá premiação, tampouco pagamento para os vídeos produzidos ou selecionados.
Àqueles que optarem pelo encaminhamento online, deverá ser feito por meio dos e-mails http://www.blogger.com/educambiental@mma.gov.br ou http://www.blogger.com/sibea@mma.gov.br, e o Termo de Cessão de Direitos encaminhado para o endereço de correspondência.
Dúvidas também podem ser tiradas pelos telefones (61) 3317 1288/1188.
Garotada na cobertura do Campus Party
Com o colega Rafael Lúcio Magalhães, de 11 anos, Sara foi à entrevista coletiva como participante do projeto Imprensa Jovem, em que crianças e adolescentes de escolas municipais vivem a experiência de serem repórteres.
Zilda Arns e a questão do saneamento
Escutando na CBN a triste notícia do falecimento da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, ouvi sobre a sua participação como embaixadora no Instituto Trata Brasil, focado, entre outras coisas, na difusão sobre informações que relacionam a questão da água com a cultura, a educação e o futuro de nossas comunidades. Nunca é demais lembrar que a falta de acesso a água tratada interfere de maneira negativa em todos os aspectos da sociedade.
O video de campanha acima é em homenagem a essa profissional. Mas aproveitem para navegar pelo precioso site, que disponibiliza estudos e pesquisas sobre o tema saneamento.
Entre outros, dá para acompanhar o que o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, está realizando (e gastando) nos Estados.
Viajando de bike... e pela rede
Quem tem fissura por viajar como eu tenho (já fui repórter de turismo e perambulei de mochila pelo Brasil afora, e cheguei até a Guiana Inglesa, Chile, Argentina e Uruguai. Só pra me exibir um pouquinho) sabe o significado das viagens pras nossas vidas.
O aprendizado é grande. Quem trabalha em projeto social também sabe como abre os horizontes mandar a galera de comunidades darem uma volta por aí para ver o que outras pessoas estão fazendo para melhorar a sua qualidade de vida. A cultura da viagem para partilhar outras visões de mundo poderia ajudar a difundir uma cultura de paz, respeito pela diversidade, etc.
Esse blá-blá-blá é só para introduzir a expedição de Valdecir João vieira, este jovem de 64 anos de idade que saiu de Joinville (SC), em março de 2.009, e pretende circular por 63 países e mais de sessenta mil quilômetros pelo mundo. Seu projeto, que virou realidade, é o Pedalando Pela Paz, no qual escreve um diário de bordo e aponta num mapa do Google por onde está passando.
Quem tá sem fazer nada fuçando na internet vai se deliciar. Quem está na escola pode aproveitar pra usar os computadores no laboratório de informática para mostrar a garotada que existe um mundão lá fora. E que com sonhos, organização e muita vontade, dá pra ir atrás dele. Idade, ainda bem, não é impedimento...
Pinguin: reflexo do que a garotada gosta na internet?
Passando férias forçadas com meus sobrinhos, percebo o quanto a internet já se incorporou nas famílias de classe média com computador em casa. Crianças urbanas, que normalmente não vão para a rua brincar, porque podem ser atropeladas ou sequestradas (sim, Campinas, no interior de SP, é assim).Internet ajuda a mobilizar doações e voluntários para a questão das enchentes
Se depender dos internautas, pelo menos a divulgação do projeto está rendendo. Todos os twitters não páram de propagar o blog.
Quando é que vamos conseguir fazer isso para temas ligados a educação ambiental? Não seria o máximo um mapa construído coletivamente, onde possamos apontar locais para entrega de recicláveis, por exemplo, fora das grandes capitais? Ou apontar onde há projetos de jornais comunitários precisando de verba?
Ficam aqui as idéias...
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