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Experimentando a natureza de olhos fechados

Pode uma pessoa sentir o que é estar na floresta sem sair da zona urbana? E o que isso tem a ver com chocolate? Esses foram os desafios de uma trilha sensitiva que a Educom Verde e a bióloga Lakshmi Vallim tiveram em julho, dentro da programação de recreação infantil do Salão Internacional do Chocolate , realizado em julho de 2012 no Centro de Convenções de Salvador (BA). A ideia inicial era a de fazer uma trilha onde as crianças entrariam de olhos fechados, sentindo com o olfato, o toque e a audição, um pouquinho do que seria estar na floresta - nos inspirando, livremente, na proposta da Trilha da Vida organizada dentro do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental . Decidimos criar uma trilha onde as crianças sentiriam as etapas de elaboração do chocolate, desde a mata onde ficam os cacaueiros até a produção, passando por fases como a "pisada" nas sementes de cacau, que se fazia antigamente nas grandes fazendas da região de Ilhéus - onde atualmente se produz cacau no B...

Encontro de educomunicação no VII Fórum de EA

Será um encontro e tanto: conseguimos juntar Ismar de Oliveira Soares (do NCE-USP ), Grácia Lopes Lima (do Instituto Gens/Cala-Boca Já Morreu ), Silvio Marchini (Escola da Amazônia), Renata Maranhão (Ministério do Meio Ambiente) e Lara Moutinho (do programa Nas Ondas do Ambiente, do Rio de Janeiro). Essa turma vai participar, entre 28 e 29 de março, do encontro paralelo de educomunicação do VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental , evento que ocorre de 28 a 31 de março no Centro de Convenções, em Salvador. Cada um desses vai falar um pouco sobre um aspecto da educomunicação e vamos fazer a ponte com a educação ambiental. Esperamos que quem abra o evento sejam os grupos de comunicação comunitária do Extremo Sul da Bahia, o Tanara , de Prado, e o Timoneiro , de Caravelas (a confirmar). A idéia é: no primeiro dia de manhã, trazer um panorama a partir dos palestrantes, sobre a educomunicação no Brasil; na tarde do dia 28, abrir o microfone para inscrição de experiências de ed...

Crianças participam de livro sobre a cultura caiçara

"Nunca vi um livro assim, que fala das crianças que nem criança", diz a paulista Giovana Menezes Veronez, a menina da foto, do alto de seus 10 anos de idade. O livro que chamou sua atenção - e que ela leu em cinco dias - é o Manual da Criança Caiçara , de Marie Ange Bordas (Editora Peirópolis, R$ 34). Não é qualquer livro: produzido pela jornalista, em parceria com a Associação de Jovens da Juréia, no litoral Sul de São Paulo, trata-se de um projeto colaborativo. Foi escrito a partir do olhar das próprias crianças de comunidades caiçaras, que vivem na região costeira do estado paulista. Falta de material didático sobre a cultura caiçara foi o ponto de partida para o projeto. O texto é da autora, que teceu um mosaico sobre brincadeiras, causos, comidas, artesnato tudo o que compõe o jeito de viver de quem está na Juréia, em um texto fácil de ler. Mais de 10 crianças colaboraram, com desenhos, papos e fotografias.Marie Ange criou diversas fotocolagens para ilustrar as ...

Um video para pensar sobre nossas crianças

Ser criança significa ter infância? Essa é a provocação do curta-metragem A Invenção da Infância , disponibilizado no inteligente site Porta-Curtas (só não é mais inteligente por não disponibilizar links para o Facebook e o You Tube). Clique aqui para assistir o filme. O documentário de Liliana Sulzbach tem 26 minutos e traz depoimentos de crianças brasileiras em diferentes condições sociais. Meninas de São Paulo, economicamente mais "abonadas", meninos da Bahia, que trabalham desde antes dos 10 anos de idade, como o da foto ao lado - que trabalha na perigosa produção de sisal . Um deles se esforça para ler e escrever, para "sair daqui, pra outro lugar". Mas o foco do filme não é denunciar o trabalho escravo. É arregalar os olhos para a reflexão sobre a infância, a fase especial que difere as crianças dos adultos. Pois as falas das crianças no documentário parecem de adultos. Temos uma sociedade que está forçando a garotada a acreditar que ser adulto é me...