Leia o jornal comunitário O OITI

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Agora é a vez das comunidades rurais do entorno do Parque do Descobrimento lançarem o seu jornal comunitário O OITI, para valorizar o que suas comunidades produzem.

O impresso foi lançado durante a I Conferência Municipal de Cultura, em Prado, no extremo Sul da Bahia. Para as comunidades rurais, que normalmente acabam não fazendo parte desses processos, foi uma vitória a participação do grupo.

Ter voz também é o objetivo dos repórteres comunitários locais, que aos poucos estão tentando escrever para os blogs O OITI e Tanara. Não é fácil, pois a maioria não tem computador em casa, infocentros ainda não são realidade em todas as comunidades.

Por outro lado, até quem mora a 1h, 2h horas da cidade, tem conta no MSN e no ORKUT e se vira pra se comunicar em lan-houses. Potencial essa galera tem...

Repórteres comunitários cobrindo cultura

Moradores de Cumuruxatiba e das comunidades rurais de Primeiro de Abril e Riacho das Ostras, em Prado (BA) estarão participando da II Conferência Territorial de Cultura, no Centro de Cultura de Porto Seguro, dias 22 e 23 de outubro. Eles vão acompanhar o evento e publicar suas impressões em blogs dos jornais comunitários O OITI e TANARA.

O evento reúne grupos culturais do Extremo Sul da Bahia, e tem como objetivo discutir propostas de cultura para o território. Um grupo de oito delegados vai representar Prado, escolhidos durante a Conferência Municipal realizada no dia 17 de outubro.

Parte dos delegados também participa dos jornais comunitários, e o grupo ainda inclui Fernanda Azevedo, moradora de Cumuruxatiba. Ela faz parte do Ser Movimento, que trabalha com música e dança afro. “Espero conversar com os participantes sobre o que significa cultura. Como diria Gilberto Gil, cultura é diversidade, e é isso que eu quero viver”, diz a jovem.

Acompanhe a cobertura nos blogs
www.jornaltanara.blogspot.com e www.ooiti.blogspot.com. A abertura será realizada às 19h, com apresentação da Orquestra de Violinos Indígena, de Santa Cruz Cabrália, e do grupo teatral Kilombolas, de Eunápolis.

Leia O OITI: um novo jornal comunitário

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Os comunicadores de três comunidades rurais de Prado (BA) lançaram o jornal comunitário O OITI, durante a primeira Conferência Municipal de Cultura do município.

Vitória tripla para o grupo:

1) Dona Natalice Oliva, agricultora e moradora da Pontinha, respondeu no microfone a uma educadora que reclamou da falta de programação cultural nos veículos de massa: "eu acho que a culpa é nossa. Se a programação está ruim é só desligar a televisão", disse ela.

2) O cineasta e produtor cultural Jaco Galdino, da vizinha Caravelas, avisou: "a mídia tradicional não vai mostrar a nossa cara. Temos que dominar as ferramentas para mostrarmos quem realmente somos".

3) Uma professora, durante um debate para trazer propostas culturais para o município, lembrou da falta de memória e sugeriu o incentivo de produções coletivas com a história do local contada pelos próprios moradores, conduzido por professores. Iniciativa que já foi feita na região, com apoio do MEC - os pataxós ganharam livro escrito e produzido pelos próprios índios dessa etnia (uma pena esse livro não ter sido lançado em PDF).

Cidadania é dar valor a cultura local, e criar mecanismos para se expressar esse valor, como os meios de comunicação comunitários. Pois cultura não é só comprar livros, ir a shows ao cinema. É também difundir o que importa para o seu próprio povo!

Política de Comunicação e Educação Ambiental -

Saiu no site do ICMBio:

Brasília (15/10/09) - Técnicos do Instituto Chico Mendes estão envolvidos já há algum tempo na discussão de uma Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea) no âmbito no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A participação do ICMBio é fruto de um processo iniciado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2006 para a elaboração da Estratégia envolvendo representantes do MMA, ICMBio, Ibama e Ministério da Educação, de coordenação conjunta do processo por meio de um Grupo de Trabalho (GT).

O GT já organizou diversos momentos presencias de discussão, além de um mapeamento e diagnóstico sobre as ações de comunicação e educação ambiental em UCs, para subsidiar a elaboração do documento preliminar da estratégia.

A proposta da Encea, após contribuições da sociedade, é de se tornar documento orientador a ser utilizado por todos os atores e instituições envolvidos com o planejamento e execução de ações de comunicação e educação ambiental em Unidades de Conservação e seu entorno. Tal política pública é um primeiro passo para a elaboração de documentos e de outras políticas que abranjam a diversidade de áreas destinadas à conservação ambiental e à ocupação por minorias étnicas.

E a comunicação e educação ambiental são instrumentos indispensáveis para levar à população informações sobre as 304 Unidades de Conservação e 15 Centros de Pesquisa e Conservação geridos pelo ICMBio, bem como sobre como está a conservação da biodiversidade existente nessas áreas. A partir disso será possível garantir a participação das comunidades residentes em UCs e seu entorno nos processos de criação, implementação e gestão desses espaços.

O Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (PNAP/ Decreto nº 5758/06) define princípios, objetivos, diretrizes e estratégias para o estabelecimento, até 2015, de um sistema abrangente de áreas protegidas, ecologicamente representativo e efetivamente manejado, e indica como um de seus objetivos o fortalecimento da comunicação, da educação e a sensibilização pública para participação e controle social sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Para tanto, o plano prevê a formulação de uma Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea) no âmbito do SNUC que dê suporte e oriente essa caminhada, considerando os distintos sujeitos e seus contextos.

A Encea é uma estratégia com princípios, diretrizes, objetivos e propostas de ações necessárias à execução de políticas públicas, programas e atividades de educação ambiental e comunicação voltadas ao (re)conhecimento, valorização, criação, implementação, gestão e defesa das Unidades de Conservação, por todos e para todos. Acesse o documento, no link abaixo.

Após consulta e debate públicos, a estratégia deverá ser aprimorada e pactuada com toda a sociedade brasileira. Os gestores de UCs que ainda não responderam ao questionário da Encea, na página 61 do documento, devem preenchê-lo e enviá-lo para
encea@mma.gov.br.

Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Mapeamento e Diagnóstico das Ações de Comunicação e Educação Ambiental no âmbito do SNUC

Novo jornal comunitário: O Oiti

Um grupo de moradores das comunidades de Pontinha, Riacho das Ostras e Primeiro de Abril, em Prado (BA), vai lançar, no dia 17 de outubro (sábado), o jornal comunitário O Oiti. O lançamento será durante a Conferência Municipal de Cultura, no hotel Praia do Prado, às 12h30.

Os participantes do jornal produziram textos e fotos sobre temas que têm a ver com seu universo. Agricultura orgânica, receitas, história das comunidades e o beiju, uma iguaria produzida na Pontinha, fazem a pauta do primeiro número.

“Nosso objetivo é mostrar as informações do jeito que elas são, apontar caminhos para a resolução de nossos problemas no dia-a-dia e apresentar as três comunidades com os seus artesãos, agricultores, salgadeiras, costureiras, beijuzeiros, professores”, explicam os comunicadores, no primeiro editorial do jornal.

O jornal O Oiti nasceu a partir de uma iniciativa de educação ambiental do Parque Nacional do Descobrimento e da Reserva Extrativista Marinha de Corumbau, no extremo Sul da Bahia. Comunidades que vivem no entorno dessas duas Unidades de Conservação (UCs) receberam oficinas para desenvolver jornais comunitários.

A estratégia de fazer jornal é uma das ferramentas da educomunicação, que se utiliza de metodologias participativas para que os envolvidos se apropriem de um repertório comum de reflexões sobre mobilização social, cidadania, saúde, cultura, educação ambiental, unidades de conservação e suas relações com a comunidade.

O gancho para o lançamento do jornal com a Conferência Municipal de Cultura é que as mídias comunitárias como O Oiti trazem a tona o que as comunidades têm de mais representativo e que precisa ser valorizado – a culinária, o modo de trabalhar, a memória dos moradores antigos. Cada participante da conferência irá receber um jornal com um beiju produzido na Pontinha.

O Oiti tem tiragem de mil exemplares e será distribuído nas três comunidades rurais e ainda no município de Prado.

Um pouco sobre o Parque do Descobrimento
Criado em 1999, o Parque Nacional do Descobrimento preserva 21.129 hectares de Mata Atlântica e rios importantes para a região, como o Cahy – um dos primeiros locais do Brasil descoberto pela esquadra de Pedro Álvares Cabral. No entorno do parque há assentamentos de reforma agrária, pescadores, e pequenos e médios produtores rurais.

Jovens e pobres

A notícia abaixo saiu na Época de 10/10/2009 e me preocupa. Como é que "pilhamos" essa moçada para fazer trabalho voluntário, escrever e fotografar pra jornal, rádio ou TV, mobilizar outros jovens, se esses problemas batem a sua porta? A solução é criar projetos que gerem renda? E depois que os projetos acabam? Não é de pouca gente que falamos: são 30% da população com menos de 17 anos.

Quase metade dos jovens
brasileiros vive na pobreza
Estudo do IBGE mostra que o combate à pobreza no Brasil teve resultados, mas que a situação de grande parte da população, em especial os jovens, ainda é precária

Segundo o IBGE, quase metade dos jovens vivem com renda familiar per capita menor que meio salário mínimoA pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), detalhou alguns progressos feitos pelo Brasil nos últimos anos em relação à pobreza e à miséria, mas mostrou que ainda há um longo caminho a percorrer para resolver este problema.


De acordo com os dados do levantamento, quase metade (44,7%) dos jovens brasileiros com menos de 17 anos – que representam 30% da população – vivia em 2008 em famílias com renda per capita menor que meio salário mínimo, a faixa que, segundo os critérios da pesquisa, define a pobreza. A situação mais precária é da região Nordeste, onde 66,7% dos jovens viviam com esta renda.

A outra região onde mais da metade dos menores de 17 anos é pobre é a Norte, com 53,7%. No Centro-Oeste são 35%, no Sudeste, 31,5% e, no Sul, 28,7%. Um dado positivo revelado pelo IBGE é a diminuição do número de jovens que vivem na extrema pobreza, classe delimitada por ganho familiar per capita inferior a um quarto de salário mínimo. Esta porcentagem estava, em 2008, em 18,5% dos jovens, mas em 1998 chegou a ser de 27,3%.

Novamente, a pior situação é do Nordeste, onde 34,4% dos jovens vivem na miséria. Alagoas lidera este ranking, com 43,1% dos menores de 17 anos na pobreza extrema. A região Sul (7,9%) e o Estado de Santa Catarina (4,5%) estão na outra ponta da lista.

Sobre a Juventude, do blog Eco Acre

Pesquei do blog Eco Acre, do estudante acreano Kleiton Bueno Bezerra da Silva, que está estudando Saneamento Ambiental em Limeira (SP)... trabalhando com jovens, com internet, com comunicação em geral eu fico me perguntando, o que é que realmente os motiva e o que eles querem? Se suas idéias são subversivas e podem mudar o mundo, porque não o fazem?

Sobre a Juventude
Um jovem caminha sozinho, um sorriso, um aceno e um pensamento - " Como chegamos aqui?" - A pergunta lhe ocorreu depois de cumprimentar o morador de rua que passava, cabaleante e com tristeza no olhar.

O jovem sente e então se cala, ele sabe que falar de liberdade, cultura, direitos humanos e drogas é delicado, ele sabe que no fundo suas idéias são consideradas subversivas para o mundo. O jovem chega em casa, senta-se em frente ao seu mundo.

Ali onde a liberdade parece verdadeira, TV ou PC , ele espia pelos olhos de alguns ajustados ao mundo doentio em que vive, sem se questionar, a realidade que todos julgam ser verdadeira.

O jovem já revoltado com o mundo procura fulgas para seus anseios e a sociedade lhe oferece esquecimento, indiferença e prazer. Enquanto isso em outro lugar qualquer o mundo clama por amor, paz e alimento. Ainda não lembra como foi parar ali, e cada vez mais afasta-se de iguais a ele.

Dia claro, o jovem não sabe mas sua vida está prestes a ser transformada por palavras. Quando volta da escola, absorto em pensamentos que ele nem mesmo reconhece como seus, o jovem pára de frente à um grupo de iguais com os braços dados e algumas bandeiras no alto reivindicando PAZ e IGUALDADE.

"Como é fácil e simples de se enxergar a verdade." - pensa o jovem. " A união faz a força, os jovens são a mudança do agora e a paz do futuro, a juventude esta sofrendo ataques de todos os lados: drogas, escolas, mercado de trabalho e primeiros empregos.

À juventude é proibido decidir, e proibido opinar, é proibido escolher, é difícil se libertar. Mas não há escolha melhor do que a verdadeira liberdade consciente, e coletiva." - deduz o jovem juntando-se à multidão em alvoroço para fazer a MUDANÇA.
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