Levante a sua voz! Um video sobre direito a comunicação

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

Iniciativa bacana do Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social, o video Levante a Sua Voz oferece uma visão irônica, mas certeira sobre nosso direito - não respeitado - à comunicação. E pode ser ponto de partida para oficinas e debates sobre o tema.

Parábola da escola animal

Texto inteligente do filósofo Osho, publicado no blog Palavras de Osho. É para se pensar...

"Um amigo me enviou esta linda história. Eu gostaria que você a conhecesse; ela pode ajudar. A história se intitula "A Escola Animal".

Um dia os animais se reuniram na floresta e decidiram criar uma escola.Havia um coelho, um pássaro, um esquilo, um peixe e uma enguia, e eles formaram uma Diretoria.

O coelho insistiu na inclusão da corrida no currículo. O pássaro insistiu na inclusão do voo no currículo. O peixe insistiu na inclusão da natação no currículo. E o esquilo disse que a subida perpendicular em árvores era absolutamente necessária ao currículo.

Eles juntaram todas essas coisas e escreveram um roteiro do currículo. Então insistiram em que todos os animais aprendessem todas as matérias.

O coelho, embora tirasse um "A" em corrida, teve uma enorme dificuldade em subida perpendicular em árvores. Ele sempre caía de costas. Logo ele teve um tipo de dano cerebral e não conseguiu mais correr. Ele descobriu que, em vez de tirar "A" em corrida, estava tirando "C", e, é claro, sempre tirou "F" na subida perpendicular.

O pássaro saiu-se maravilhosamente bem em voo, mas quando teve de escavar o chão ele não se saiu tão bem. Sempre quebrava o bico e as asas. Logo ele estava tirando "C" em voo, além de "F" em cavar tocas, e todas as suas tentativas de subida perpendicular em árvores foram um fracasso.

Por fim, o animal que concluiu o curso e fez o discurso de formatura foi a enguia, que era mentalmente retardada e conseguira fazer um pouco de todas as matérias mais ou menos pela metade.

Mas os educadores ficaram contentes porque todos estavam recebendo aulas sobre todas as matérias e aquilo foi chamado de "uma educação abrangente".

Nós rimos da história, mas é assim que as coisas são. É o que aconteceu com você. Nós realmente estamos tentando fazer todo mundo igual a todo mundo, por isso destruímos o potencial de todos para serem eles mesmos."


Osho, em "Intuição: O Saber Além da Lógica"

Para twittermaniacos

Ando meio devagar com as postagens no Twitter e ultimamente até nesse blog, enquanto com certeza os amigos da Blogosfera sabem tudo sobre as novidades... mas pensando muito no consumo consciente de tudo. De comida, de cultura, e até de internet.

Quem está também nessa pegada vai adorar o desenho Twouble with Twitters, um olhar crítico e divertido sobre a "obrigação" de estar sempre em dia com a tecnologia. Será que vale a pena messs?

Depressão, meio ambiente e sociedade: tudo a ver!

A notinha saiu na revista Mente e Cérebro. Assunto interessante para trazer aos projetos de educação ambiental e educomunicação, pois afeta a saúde mental e espiritual das pessoas. E ecologia é cuidar de si também, não acham?

"Nos próximos 20 anos, a depressão deverá afetar mais pessoas que qualquer outro problema de saúde, inclusive as doenças cardiovasculares e o câncer. A estimativa é da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade alerta também para os custos econômicos e sociais e para a diminuição da produtividade resultantes dos gastos com tratamento. Países pobres, onde já se registram mais casos de depressão que os desenvolvidos, serão os mais afetados nas próximas décadas.

“A patologia tem diversas causas, algumas biológicas, mas parte delas vem de pressões ambientais e, obviamente, as pessoas pobres sofrem mais stress no dia a dia que as ricas, e não é surpreendente que tenham mais depressão”, disse o médico Shekhar Saxena, do Departamento de Saúde Mental da OMS, na primeira Cúpula Global de Saúde Mental, em Atenas, na Grécia.

Segundo ele, não devemos considerar que haja uma epidemia silenciosa, porque a depressão vem sendo cada vez mais diagnosticada. “Mas as pessoas têm o direito de ser aconselhadas e tratadas como em qualquer outro distúrbio, e é preciso mudar a mentalidade em relação à doença”, ressalta o médico."

USP lança licenciatura em educomunicação

Um projeto da Escola de Comunicações e Artes destinado à criação de uma Licenciatura em Educomunicação acaba de ser aprovado pelo Conselho Universitário da Universidade de São Paulo. O curso será oferecido no vestibular de 2.010, e terá início em 2.011.

A Licenciatura destina-se a preparar profissionais para atender demandas provenientes do campo da educação formal (magistério) bem como da prática social que prevê o uso das tecnologias da informação e das linguagens da comunicação das artes em projetos voltados para a comunicação educativa.

O profissional a ser formado encontrará espaço de atuação na docência, especialmente nos cursos profissionalizantes de nível médio voltados para a comunicação e as tecnologias da informação. Terá atuação, ainda, no desenvolvimento de projetos destinados a qualificar a expressão comunicativa da comunidade escolar, fazendo uso das linguagens da comunicação, das artes, assim como das tecnologias da informação, tanto no ensino básico quanto no superior. No caso, o educomunicador agirá como um assessor a serviço das secretarias de comunicação, das diretorias de ensino e das próprias escolas.

A presença do educomunicador já é visível em escolas de redes públicas, bem como em projetos de organizações não governamentais que, na área do terceiro setor, empregam a mídia em programas educativos. O novo curso pretende potencializar as ações destes profissionais, assim como as práticas dos que, nos meios de comunicação, especialmente jornais, emissoras de rádio e de TV, se dedicam à comunicação educativa.


A iniciativa foi precedida, ao longo das últimas duas décadas, por pesquisas de mestrado e doutorado sobre a inter-relação Comunicação/Educação em programas de Pós-Graduação da USP, especialmente na ECA e na Faculdade de Educação. Por sua vez, o conceito da Educomunicação vem sendo aplicado, especialmente na última década, à ação profissional na interface entre os dois campos através de uma série de experiências de formação em serviço, em todo o país, mediante projetos de extensão, tanto presenciais quanto a distância, implementados por docentes e núcleos de pesquisa vinculados ao Departamento de Comunicações e Artes da ECA.

O novo curso, com 2.800 horas e duração de quatro anos, será oferecido no período noturno, a partir de fevereiro de 2011. Uma equipe multidisciplinar de 19 professores doutores, especialistas em teorias, linguagens e gestão da comunicação, educação, teoria e crítica das artes e tecnologias da informação assumirá as disciplinas e a direção do novo programa. De acordo com o Prof. Ismar de Oliveira Soares, Chefe do CCA-USP, a aprovação do novo curso é uma vitória de um esforço coletivo de uma equipe de pesquisadores e docentes da ECA – muitos dos quais aposentados, que identificaram o potencial da ECA para o atendimento das demandas que a sociedade da informação está colocando para o ensino da comunicação e da educação no mundo contemporâneo.

SP digital. E o resto do Brasil?


Recente comentarista da Rádio CBN fala em pesquisa da Motorola que aponta São Paulo como a cidade com maior estrutura para as tecnologias da informação, em toda a América Latina.

Enquanto isso, aqui na Bahia e em muitos outros estados, com certeza, tartarugas andam mais rápido que os projetos realmente inclusivos, que avançem na inclusão digital, ajudem as pessoas a entender para que serve um e-mail e sirvam para que as escolas (e as comunidades) se apropriem das ferramentas da internet.

São vários mundos dentro de um mesmo país. E quando e como vamos avançar na realidade digital, se não para igualar-se a São Paulo, ao menos entrarmos nesse universo da internet que pode, e deve ajudar a cidadania, a cultura, a educação ambiental?

Tem gente distante do Estado mais desenvolvido do Brasil, que está usando a internet: uma tribo na Amazônia conseguiu fazer parceria com o Google Earth e agora aponta focos de desmatamento na ferramenta. De quebra, conseguiu equipamentos e formação para sua comunidade (leia a reportagem do caderno LINK clicando aqui).

E pensar que o autor dessa idéia, um cacique da tribo suruí, xeretou o Google Earth pela primeira vez numa lan-house, que é onde os milhões de sem-computadores acessam ORKUT, MSN e quase nada mais...
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