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Entrevista: a educação ambiental no Uruguai

“ A educação do presente e do amanhã é sem dúvida a educação ambiental”. Essa é a convicção do biólogo e professor do Ensino Médio no Uruguai, Hermán Sorhuet, que também é jornalista especializado em meio ambiente – ele escreve para o jornal El País e foi o responsável pelo primeiro curso de jornalismo ambiental uruguaio. Sua formação permite conectar as áreas de comunicação e educação, e é por isso que ele é ponto focal para o Uruguai da Comissão de Educação e Comunicação (CEC) da União Mundial Para a Natureza (IUCN).

Crítico, ele lembra que “o melhor educador ambiental é aquele que tem conhecimentos e experiências para compartir, mas sobretudo tem um compromisso pessoal com o que ensina”. Nessa entrevista exclusiva, o autor fala sobre o tema educação ambiental e faz um resumo sobre as questões ambientais de seu país, que faz fronteira com o Brasil e mesmo assim, é tão desconhecido entre nós. Acompanhe:

*** Atención: si quieres leer este material en español, sigue hasta el final del post!


Como é a política de educação ambiental no Uruguai? Há leis específicas?

Não existe uma política de EA em meu país. Não há leis nem decretos específicos, salvo a criação da Rede Nacional de Educação Ambiental Para o Desenvolvimento Humano Sustentável , criado em 2005 pelos ministérios de Educação e Cultura; Moradia, Ordenamento Territorial e Meio Ambiente; a Universidade da República e o Conselho Diretivo Central da Administração Nacional de Educação Pública - que é o organismo responsável pela educação pública uruguaia (diferente do Brasil, onde quem coordena a educação é o MEC). Essa rede, que inclui ainda ongs e outros setores públicos e privados, foi criada para avançar em um consenso sobre a educação ambiental. Mas avançamos muito pouco.

Pode comparar a educação ambiental que uruguaia com o Brasil?
É muito difícil comparar, porque a estrutura federal brasileira dá autonomia aos estados. Aqui tudo está centralizado em um governo central. Não conheço muito bem qual é a situação atuação das políticas de EA no Brasil, apenas alguns projetos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas devo mencionar um fato negativo para nós. Quando o atual presidente do Uruguai assumiu o poder em 2005 (o socialista Tabaré Vázquez), a primeira coisa que sua administração fez foi dissolver a Comissão de Educação Ambiental que vinha funciona há anos, e impulsionando o tema através de muitas ações. As autoridades não têm tomado decisões firmes sobre uma introdução massiva e profunda de educação ambienta porque, assim como no sistema política, seguimos vivendo a realidade de maneira fragmentária – produto de um ensino tradicional muito forte e influente. Lamentavelmente, como estamos vendo, uma vez mais aprenderemos da pior maneira a mudar: através de catástrofes (aquecimento global), de graves problemas quase “inadministráveis” (lixo, esgotamento de recursos, epidemias, violência social). Mas, bem, isso parece uma constante na história de nossa espécie.

Existem programas e projetos de educomunicação ambiental?
Pouco se faz e se fala de educomunicação ambiental no Uruguai. Está em andamento um projeto – que, dizem as autoridades, é pioneiro na América Latina – que consiste em entregar a cada aluno de escola primária um computador portátil para que ele aprenda a se familiarizar com seu uso, com a internet, com a aprendizagem através da rede. Começou no ano passado e se chama Projeto Ceibal. Desde o início está trazendo bons resultados, ainda que seja muito custoso manter um projeto desses. O piloto começou em uma escola e foi se estendendo a medida que haja mais recursos e bons resultados. Mas sobre educomunicação ambiental, especificamente, não temos nada.

Quais são os principais problemas sócioambientais do Uruguai?
Nosso país não escapa do resto do continente, ainda que tenha algumas diferença. Nas últimas décadas aumentou a pobreza, a marginalidade, a violência e o desemprego. O nível educativo abaixou, apesar de sabermos que atualmente as oportunidades estarem no conhecimento, na capacitação e na busca de excelência. Se fazem esforços para diminuir a lacuna entre os setores marginalizados e os auto-suficientes e bem-sucedidos; se adotam medidas e estratégias mas, o único que alcançam, é “emparelhar à jusante”. O que é muito preocupante, pensando no futuro dos jovens e das crianças.

Há disciplinas de educação ambiental nas escolas uruguaias, e ainda nas universidades? Como é pensada a transdisciplinaridade?

Não existe disciplina de EA nas escolas. Mas sim, muitas ações próprias das iniciativas da direção de uma escola, ou de muitos educadores preocupados e comprometidos com o tema. Tampouco existe essa disciplina nas universidades, ainda que muitas matérias tenham aparecidos em várias carreiras universitárias que aprofundam diversos temas ambientais. O que não existe é a formação e a hierarquização da educação ambiental como estratégia educativa e como visão diferente, holística e sistêmica, para o exercício da docência. Desde o início as tentativas de transdisciplinaridade vem tropeçando em muitas dificuldades, porque o corpo docente está formado em outra modalidade e não tem nenhuma experiência nisso. Na teoria se fala bastante, e na prática seguimos muito apegados ao sistema anterior.

Quando estive no litoral do Uruguai, percebi a organização do Parque Nacional de Santa Teresa (a 40 km da fronteira do Brasil, próximo à cidade gaúcha de Chuí)... Os parques nacionais uruguaios são bem organizados?
O Uruguai é o país latino-americano mais atrasado em matéria de parques nacionais. Recentemente estamos implementando o Sistema Nacional de Áreas Protegidas! De qualquer maneira, existem vários lugares protegidos e, no caso de Santa Teresa, trata-se de uma área muito antropizada, pensada desde sempre para campings. Atualmente as áreas protegidas estão parcialmente cuidadas, quase não existem guardaparques com boa formação, e a infraestrutura dos parques é precária. O que nos ajuda muito na conervação é a baixa densidade populacional do país – somos três milhões de pessoas em todo o Uruguai. Esta situação ajuda a nossos lugares valiosos a não receber tantos visitantes que possam danificá-los.

Que palavras você têm para os educadores ambientais brasileiros?
Ainda que pareça contraditório, nosso continente tem a experiência mais rica e valiosa do mundo em matéria de educação ambiental! Por quê? Porque desde cedo nossa realidade sócioeconômica e ambiental nos ensinou que não se pode separar o ecológico do social, do cultural, do político, do econômico, do produtico. Então, enquanto em outros continentes se trabalha duro para conservar bosques, proteger certas espécies ou deter a seca em terrenos úmidos, aqui trabalhamos para melhorar as condições de vida das comunidades como parte essencial na solução da conservação do entorno de áreas que nescessitam ser preservadas. Há tempos nos demos conta de que a nova educação que os tempos modernos exigem – e que chamamos ambiental – é muito mais do que educação ecológica. Portanto, recorremos um trajeto de conteúdos sociais, culturais e políticos muito valiosos, que não devemos perder. Outra mensagem importante para os educadores ambientais: para mim, o melhor educador ambiental é aquele que tem conhecimentos e experiências para compartir, mas sobretudo tem um compromisso pessoal com o que ensina. É muito comum que nossas “lindas” mensagens e ensinamentos ambientais não tenham se incorporado a nossas vidas pessoais. Sem coerência nunca faremos um bom trabalho educativo. A última mensagem: tenham fé, a educação do presente e do amanhã é sem dúvida alguma a educação ambiental.

Quais são os lugares de natureza que você mais aprecia no Uruguai?

São vários: La Quebrada de Los Cuevos (no Departamento de Trinta e Três, que equivale a um estado), o Valle Edén (departamento de Tacuarembó), os Banhados do Leste (considerados como Reserva da Biosfera) e as palmeiras do Departamento de Rocha, o bosque nativo de Montes de Rincón de Pérez (Departamento de Paysandú), a costa de Rocha... são alguns lugares muito preciosos para nós. Não podemos esquecer que o Uruguai é “uma grande pradaria (vastas planícies como a dos Pampas Gaúchos), e os poucos lugares onde não há esse tipo de vegetação, para nós, são de rara beleza. Se você compara com as maravilhas que tem em seu país, parecem insignificantes...

Por último: há programas interessantes de reciclagem, consumo consciente e outros ligados ao ambiente urbano em seu país? São iniciativas públicas ou de ongs e empresas? As pessoas em casa já têm uma consciência melhor quanto ao uso de sacolas plásticas, por exemplo?
Há tempos existem projetos de reciclagem, impulsionados por ongs como o Cempre (Compromisso Empresarial Para a Reciclagem). De qualquer maneira, não existe muita consciência e compromisso popular. Uma ação desenvolvida em Montevideo foi a distribuição de bolsas de duas cores para classificar resíduos domiciliares de maneira muito elementar, mas não está funcionando, porque o município não criou um programa potente e visível para respaldá-lo. Há mais consciência entre as pessoas que há anos atrás, mas ainda não há bons resultados. Diferente do que aconteceu com a fumaça do cigarro: o governo aprovou um decreto proibindo fumar em qualquer lugar fechado, público ou privado. Incrivelmente, a participação do público foi total! Não se pode fumar em qualquer público, ou até mesmo no escritório de sua empresa. Talvez a razão é que a fiscalização que aqui se realiza em qualquer lugar por quem não fuma. É um excelente exemplo de que, quando as pessoas, a comunidade se envolve, as mudanças chegam rápido e de maneira profunda. Aí está o grande desafio dos educadores ambientais: se conseguimos evoluir pouco até agora, somos os principais responsáveis por nosso fracasso. Sem dúvida alguma, a meu ver, erramos no enfoque, nas técnicas, nos procedimentos, etc. Temos esse grande desafio adiante e devemos assumí-lo! Um grupo muito importante de educadores ambientais ibero-americanos está discutindo este tema para o VI Congresso Iberoamericano de Educação Ambiental , que será realizado na Argentina, em 2009. Não queremos que seja mais um congresso onde nos reunimos para discutir temas que não chegam a ter um impacto significativo na realidade da educação de nossos povos. E que, portanto, não ajudam a solucionar os problemas graves que enfrentamos todos os dias.


VERSIÓN EM ESPAÑOL

“ La educación del regalo y del mañana es sin duda la educación ambiental”. Esa es la convicción del biólogo y profesor de la Enseñanza Secundaria en Uruguay, Hermán Sorhuet, que también es periodista especializado en medio ambiente – él escribe para el periódico El País y fue el responsable por el primer curso de periodismo ambiental uruguayo. Su formación permite conectar las áreas de comunicación y educación, y es por ello que él es punto focal para Uruguay de la Comisión de Educación y Comunicación (CEC) de la Unión Mundial Para la Naturaleza (IUCN).

Crítico, él recuerda que “lo mejor educador ambiental es aquel que tiene conocimientos y experiencias para compartir, pero sobre todo tiene un compromiso personal con lo que enseña”. En esa entrevista en exclusiva, el autor habla sobre el tema educación ambiental y hace un resumen sobre las cuestiones ambientales de su país, que hace frontera con Brasil y aun así, es tan desconocido entre nosotros. Acompañe:

Como és la politica de educación ambiental en Uruguay? Hay leyes específicas?
No existe en Uruguay una política de educación ambiental. No hay leyes ni decretos específicos, salvo la creación de la Red Nacional de Educación Ambiental para el Desarrollo Humano Sustentable, creada por los ministerios de Educación y Cultura; Vivienda, Ordenamiento Territorial y Medio Ambienta; la Universidad de la República y el Consejo Directivo Central de la Administración Nacional de Educación Pública (CODICEN-ANEP) -que es el organismo descentralizado responsable de toda la educación pública uruguaya, salvo la universitario. El caso uruguayo es muy singular porque el Ministerio de Educación y Cultura no tiene potestad sobre la educación pública nacional. Justamente la creación de esta red multiinstitucional (la integran una gran diversidad de oranizaciones e instituciones, tanto públicas como privadas y de la sociedad civil) es para avanzar por consenso en el terreno de la E.A., conscientes del atraso que existe en esa materia. Hasta ahora los avances han sido muy pocos.

Por favor, compare con Brasil.
Es muy difícil comparar esta situación con Brasil porque la estructura federal de ustedes le da un real protagonismo a los estados, además de existir acciones a nivel federal. Aquí todo está centralizado en el gobierno central. No conozco muy bien cual es la actual situación en materia de política de E.A. en Brasil, aunque conozco proyectos de E.A. en Paraná, Santa Catarina y Río Grandel do Sul.
Debo mencionar un hecho a mi juicio muy negativo. Cuando asumió la actual administración (2005) lo primero que hizo en Educación Primaria (escuela pública de todo Uruguay) fue disolver la Comisión de Educación Ambiental que venía funcionando desde hacía varios años, e impulsando el tema a traves de muchas acciones. Las autoridades no han tomado decisiones firmes en materia de una introducción masiva y profunda de E.A. en el sistema porque, al igual que el sistema político, sigue viendo la realidad de manera fragmentaria -producto de una enseñanza tradicional muy fuerte e influyente. Lamentablemente, como estamos viendo, una vez más aprenderemos de la peor manera para cambiar: a través de catástrofes (calentamiento global) de graves problemas casi inmanejables (basura, agortamiento de recursos, epidemias, violencia social, etc.). Pero bueno, esto parece ser una constante en la historia de nuestra especie.

Hay programas e proyectos de educomunicación ambiental?
co se hace y se habla de educomunicación ambiental en Uruguay. Está en marcha un proyecto -que dicen la autoridades es pionero en América Latina que consiste en entregarle a cada niño de primaria una pequeña computaora portatil para que aprenda y se familiarice con su manejo, con Internet, con el aprendizaje a través de la red. Comenzó el año pasado se llama Proyecto Ceibal. Desde luego está dando muy buenos resultados aunque es muy costoso. Se comenzó en alguna escuela en particular como prueba, con la intención de irlo extendiendo a medida que hayan más recursos y buenos resultados. Como te decía, específicamente de educomunicación ambiental, nada desde las autoridades educativas.


Cuáles son los principales problemas socioambientales de Uruguay? Tienes un perfil o indicadores en la internet con estas informaciones?
Uruguay no escapa al resto del continente, aunque quizás presente algunas diferencias. En las últimas décadas aumentó la pobreza, la marginación, la violencia y el desempleo. El nivel educativo ha bajado a pesar de que todos sabemos que los tiempos que corren se caracterizan por que las oportunidades están en el conocimiento, la capacitación y la búsqueda de la excelencia.
Los esfuerzos que se hacen para acortar la brecha entre los sectores marginados y los autosuficientes y exitosos, adoptan medidas y estrategias que lo único que logran es, en todo caso, emparejar para abajo. Lo cual es muy preocupante, pensando en el futuro de los actuales jóvenes y niños. Tenemos la sensación que el problema no es tanto de "recursos para la educación" sino como se utilizan los actuales. Ha faltado una visión innovadora, creativa que asegura utilizar lo que hay mucho mejor. Estoy convencido que si se lograr los avances sería significativos y notorios. Esta realidad viene de la mano de la violencia porque existen muchos niños y jóvenes atrapados en una realidad de miseria que los empuja al delito. No se les enseña otra cosa, y por lo tanto no ven futuro en el estudio y la educación.

En las escuelas uruguayas hay disciplinas de educación ambiental? Y en las universidades? Como es pensada la transdisciplinaridade?
No existe disciplina de E.A. en las escuelas. Sí muchas acciones propias de las iniciativas de la dirección de la escuela o de muchas maestras y maestros preocupados y comprometidos con el tema. Tampoco en las univesidades, aunque hay aparecido muchas materias en varias carreras universitarias que profundizan en diversos temas ambientales. Lo que no existe es formación ni jerarquización de la E.A. como estrategia educativa y como visión diferente (holística y sistémica) para el ejercicio de la docencia. Desde luego los intentos de trasdiciplinariedad han tropezado con muchas dificultades porque el cuerpo docente está formado en otra modalidad y no tiene ninguna experiencia en ello. En la teoría se habla bastante, en la práctica te diría que seguimo muy apegados el sistema anterior.

No tenemos muchas parceias entre Uruguay y Brasil en la área ambiental. Que falta? Que sugestiones teneis para la integración?
Simplemente tener ganas de hacerlas y ponerse en movimiento. En el curso de Periodismo ambiental que coorganicé en Montevideo, en setiembre y octubre de 2007, invité como una de las docentes a Ilza Tourinho Girardi -por ser pionera de esta especialización en Brasil desde la Universidad Federal de Río Grande do Sul. Con Ilza seguimos pensando en concretar un contacto más estrecho en materia de formación de periodistas ambientales de ambos países.
El ejemplo de Nana Minnini desde Florianópolis puede ser interesante al decidir abrir una oficina en Montevideo de la Fundación Universitaria Iberoamericana (de Brasil) para promover intercambios, etc. En al ámbito escolar y liceal los intercambios podrían ser muy factibles si hubiera voluntad y compromisos de la autoridades correspondientes.

Quando estuve en el litoral de Uruguay (Furte de Santa Tereza y otras playas cerca), he percebido la organización del parque nacional... todos los parques tienem la misma organización?
Uruguay es el país latinoamericano más atrasado en materia de parque nacionales. Recién estamos implementando el Sistena Nacional de Áreas Protegidas. De cualquier manera existen varios sitios protegidos. En el caso de Santa Teresa que tu visitaste es un área muy antropizada, pensada desde siempre para campings. No así El Potrerillo -que está del otro lado de la laguna Negra frente a la entrada a San Teresa. Por ahora las áreas protegidas están parcialmente cuidadas. Casi no existen guardaparque con buena formación, y además estos sitios tiene una precaria infraestructura. Lo que nos ha ayudado mucho en la conservación es la bajísima densidad poblacional del país -tan solo 3 millones de persona en todo Uruguay. Esta situación ayuda a que sitios muy hermosos y valiosos para nuestro país no reciban visitantes que puedan dañarlos.

Qué palavras teneis para los educadores ambientales brasileños?
A mi juicio, y aunque parezca un contrasentido, nuestro continente tiene la experiencia más rica y valiosa del mundo en materia de E.A. ¿Por qué? Porque desde muy temprano nuestra realidad socio-económica-ambiental nos enseñó que no se puede separar lo ecológico de los social, de lo cultural, de lo político, de lo económico, de lo productivo. Entonces, mientras en otros continentes se trabajaba duro en conservar bosque, proteger ciertas especies o detener el secado de humedales, aquí trabajábamos en mejorar la condiciones de vida de las comunidades como parte ensencial en la solución de la conservación del entorno. Desde un principio nos dimos cuenta que la nueva educación que exigía los tiempos modernos -y que llamamos ambiental- es muchísimo más que eduación ecológica. Por lo tanto hemos recorrido un trayecto en contenidos sociales, culturales y políticos muy valioso que no se debe perder. Otro mensaje importante para los educadores ambientales de tu país. Para mí el mejor educador ambiental es aquel que tiene conociemtos y experiencias para compartir, pero sobretodo compromiso personal con lo que enseña. Es muy común que nuestros "hermosos" mensajes y enseñanzas ambientales no las tengamos incorporados a nuestras vidas personales. Sin coherencia nunca haremos un buen trabajo educativo. La útlima: tengan fé, la educación del presente y la del mañana es sin duda alguna la educación ambiental. En un cierto tiempo estará tan generalizada y asumida por todo que no necesitará más su apellido "ambiental"; simplemente será educación. Toda la educación tendrá este enfoque. Los duros hechos que están ocurriendo, son los que finalmente impondrán la E. A. a todos los niveles.

Cuáles son los rincones de naturaleza que más te gusta en el Uruguay?
La Quebrada de los Cuevos (Treinta y Tres), Valle Edén (Tacuarembó), Bañados del Este (Rocha), montes de Rincón de Pérez (Paysandú), Palmares de Rocha, Cerros chatos de Rivera y Tacuarembó, tramos de la costa de Rocha. Son algunos sitios muy hermosos para nosotros. No debes olvidar que Uruguay es una gran pradera y que en los pocos sitios dondes ese ecosistema se corta, para nosotros es de mucha belleza. Si los comparas con las maravillas que tienes en tu país parecerán insignificante.

Hay programas interesantes de reciclaje, consumo consciente y otros enchufados a ambiente urbano en el Uruguay? Son iniciativas públicas o de ongs y empresas? Las personas en casa ya tienen una consciencia mejor cuanto la uso de bolsas plásticos, por ejemplo?
Desde hace tiempo existen proyectos de reciclaje, impulsados por ONG y por algunas empresas. De cualquier manera no existe mucha conciencia y compromiso popular. Se puso en marcha en Montevideo distribuir bosas dos colores para clasificar residuos domiciliarios de manera muy elemental pero no está funcionando nada, porque el municipio no creó un programa potente y visible que lo respaldara. Desde luego hay mas conciencia en la gente que años atrás, pero en los hechos no da buenos resultados. El caso realmente diferente ocurrió con el humo del cigarrillo. El gobierno aprobó un decreto prohibiendo fumar en cualquier lugar cerrado, público o privado, donde las personas trabajes o esten por esparcimiento. Increíblemente el acatamiento fue total. Hoy no puedes fumar en ningun lugar cerrado público. Tampoco lo puedes hacer en la oficina de tu empresa. Quizás la razón es que la fiscalización aquí la realiza en cada sitio y a cada momento el "no fumador". No existen áreas de fumadores en restoranes, shoppings, etc. pues simplemente no se puede fumar en lugares cerrados. Es un excelente ejemplo de que, cuando la gente, la comunidad se involucra, los cambios llegan rápido y de manera profunda. En lograr está el gran desafío que tenemos los educadores ambientales. Si hemos conseguido poco hasta ahora, nosotros somos principales responsables del fracaso. A mi juicio, sin duda alguna hemos equivocado el enfoque, las técnicas, los procedimientos, o los tiempos, etc. etc. Tenemos este gran desafío delante y debemos asumirlo. Un grupo muy importante y valioso de educadores ambietales de toda iberoamérica estamos discutiendo este tema de cara al VI Congreso Iberoamericano que se realizará en abril de 2009 en Argentina, con el fin de que no sea un congreso más donde nos reunimos a discultir temas que no llegan a tener un impacto significativo en la realidad de la eduación de nuestros pueblos. Por lo tanto, no ayudan a solucionar tantos graves problemas que enfrentamos todos los días.

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