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Verdade ou mentira? Uma entrevista sobre desenvolvimento sustentável

Será que a noção de sustentabilidade está fadada a virar como o bambolê, moda nos anos 1980, que acabou caindo no esquecimento? A provocação é do economista José Eli da Veiga, o qual entrevistei para o site Planeta Sustentável. Autor de A Emergência Sócioambiental, lançado este ano pela Editora Senac (belíssimamente resenhado pela jornalista Maura Campani para a Estante do Planeta), esse pesquisador sem papas na língua convida à reflexão: pode mesmo existir esse tal de "desenvolvimento sustentável"?

A leitura do livro é fácil, e boa referência para quem está estudando ou interessado no assunto desenvolvimento, que sempre quebrou a cabeça dos economistas e agora está na pauta de empresas, universidades, ongs e governos. Veiga expõe informações interessantes sobre a noção de desenvolvimento desde a Revolução Industrial, e ajuda a fazer o leitor refletir sobre como mudar o panorama de "crise ambiental" que encontramos atualmente.

Na entrevista ele também provoca à reflexão. Questionado sobre se um indivíduo que muda suas atitudes pessoais pode realmente mudar o mundo, ele respondeu: "Grande parte das questões que precisam ser resolvidas infelizmente não depende somente de atitudes individuais. Até as próprias atitudes individuais são conectadas ao coletivo, como a reciclagem: você pode reciclar seu lixo mas, se não existir um sistema de coleta que funcione, é um esforço que pode ser feito em vão. Se não existirem ações coordenadas do Estado, evidentemente apoiadas na conscientização das pessoas, as atitudes individuais não têm tanto efeito. Por isso é que precisamos agir como cidadãos, cobrar da prefeitura um sistema adequada de coleta de lixo".

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